quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

SECA!

Um dia para as férias!
Finalmente, ando cheio de trabalho, ainda hoje fiz um teste que me correu muito mal, e ainda tenho coisas para fazer.

Quero Descansar!!!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cinema #4 e #5

Finalmente o argumento fechado. (Editei o post que tinha o argumento com o mais actualizado)

EXT. Rua - dia

Várias pessoas passam na rua. JOANA e ANDRÉ andam de mãos dadas. JOANA aperta a mão de ANDRÉ sem se aperceber, enquanto olha para o chão.

ANDRÉ

Calma, vai correr tudo bem.

JOANA

Sim, mas...

(pausa, nervosa)

Como é que a vou encar...

ANDRÉ

(interrompe-a e olha para ela)

Calma, vá... Ela já ali está.

ANDRÉ aponta para a MÃE do outro lado da rua. A MÃE de ANDRÉ acena de braço levantado para ambos a verem. ANDRÉ sorri e acena também. JOANA faz um sorriso contido e olha para o chão. JOANA treme de forma subtil. A MÃE atravessa a estrada e chega ao pé dos dois.

MÃE

(Muito sorridente)

Olá meus queridos. Como estão? Então vamos tomar café?

ANDRÉ

(sorri)

Olá mãe. Sim, vamos.

A MÃE olha para JOANA e sorri-lhe como quem a questiona.

JOANA

(acanhada)

Sim...

JOANA sorri contida e nervosa. Ela olha para o chão. Os três andam pela rua. MÃE está sorridente a olhar para todo o lado. ANDRÉ anda descontraído enquanto JOANA anda a olhar para o chão. Ela agarra a mão de ANDRÉ com força para parar de tremer. Passam por uma loja de roupa para bebés. JOANA olha para a montra e rapidamente volta a olhar para o chão. MÃE olha para JOANA e pára de sorrir ao vê-la tão nervosa. Dá um toque no ombro do filho. Encolhe os ombros como quem questiona o que se passa com a namorada, enquanto aponta com a cabeça para a JOANA. ANDRÉ gesticula para não ligar e esquecer. Continuam a caminhar. A MÃE segue um pouco mais à frente, agora de forma mais calma. Tem um semblante preocupado. Continuam a caminhar pela rua. Ao fim de uns metros chegam a um quiosque. André caminha na direcção da esplanada ali perto. A MÃE olha para o casal, ainda preocupada com JOANA. Fica um pouco apática sem saber o que fazer. De repente, sorri. Dá a mão a JOANA e puxa-a para si com um sorriso na cara. JOANA pára, nervosa e olha para MÃE de ANDRÉ, que acena com a cabeça para a frente. JOANA olha para a sua mão, agora dada à mão da MÃE do seu namorado, e ainda confusa esboça um sorriso enquanto é puxada pela MÃE. ANDRÉ olha para a cadeira em que se estava prestes a sentar e depois para a MÃE.

ANDRÉ

(Engole a seco, e fala quase só para si próprio)

Já percebi que não queres vir aqui...

ANDRÉ, confuso, fica parado à espera de reacção. JOANA olha para trás mas continua a andar. ANDRÉ fica imóvel por momentos mas depois segue a MÃE e JOANA.

André (cont'd)

Pensava que íamos tomar café.

Mãe

(Sorri para André)

Aprende a esperar menino.

JOANA sorri.

EXT. Parque - DIA

Chegam os três ao parque. ANDRÉ e JOANA olham à volta, surpreendidos. JOANA e ANDRÉ seguem a MÃE que avança pelo jardim. Passam o parque infantil. Os dois olham à volta, mas não percebem porque estão ali. Confusos abrandam e tentam perceber o que aquele sítio tem de especial. MÃE repara nos dois, chega-se ao pé de ANDRÉ e afaga-lhe o cabelo.

MÃE

(sorri)

Que impacientes! Sentem-se.

ANDRÉ e JOANA sentam-se. A MÃE senta-se logo de seguida ao lado de JOANA. A MÃE olha para ambos e sorri.

MÃE

Sabem... Na gravidez vinha para aqui todos os dias.

(pausa, acena na direcção de André)

Para ele respirar o ar puro deste jardim.

(sorri)

A MÃE olha para JOANA. Ela sorri agora de forma mais descontraída. ANDRÉ dá-lhe a mão e agora é ele que a aperta. Ela olha para a mão de ambos, depois para ele e sorri. ANDRÉ sorri-lhe de volta. JOANA olha para a MÃE de ANDRÉ, ainda de forma um pouco encavacada. A MÃE faz-lhe uma festa no cabelo como quem a penteia e sorri-lhe.

FIM

Comer!!!!!!!!

O jantar de ontem foi delicioso. Finalmente já posso comer normalmente!

domingo, 21 de novembro de 2010

3 Dias

3 dias esperam-me. 3 dias num hospital. 1 operação e uma semana de descanso a seguir. Quase 2 semanas sem poder comer, só em casa sem fazer nada. Essa é a parte boa, a parte má é obviamente a operação. Estou um pouco nervoso. Esperemos que corra bem.

sábado, 20 de novembro de 2010

Cinema #3

Storyline: Uma rapariga de 26 anos é confrontada com a morte da mãe.
Vulnerável e desesperada desabafa com uma árvore com a qual sempre teve uma relação de cumplicidade.

Background Story Personagem:
Carolina nunca conheceu o pai. Sempre viveu com a sua mãe. Introvertida, desde pequena que se refugiava num canto de jardim ao pé de sua casa, onde frequentemente desabafava as suas angústias com a maior árvore daquele jardim.
Na sua inocência, sempre atribuiu àquela árvore a resolução dos problemas que por vezes enfrentava com a mãe. Por isso sempre acreditou que a sua “amiga” ouvia as suas preces, até começar a crescer...
Em breves momentos da sua vida houve outras presenças que a acompanharam, mas nunca por muito tempo. Estes vultos lá em casa (os padrastos), eram praticamente isso para ela, nunca a ajudaram a crescer. Essas presenças fizeram-na passar mais tempo no seu canto e nos seus livros, e nunca conseguiram abalar a relação que tinha com a mãe.
Na escola sempre manteve os seus amigos. Nunca achou que teria motivos para criar inimigos. Os outros eram conhecidos que nunca fizeram nem mais nem menos que o seu papel. O suficiente, um sorriso pela manhã, um olá. Mas eram os sorrisos dos seus amigos mais próximos que sempre a aqueciam todos os dias. Ela própria espantava-se um pouco de ter sequer amigos, e ninguém não gostar dela, porque apesar de ser bastante divertida e alegre, sempre procurara ser culta, e gostava dos seus momentos de reflexão, o que os jovens nunca costumam perceber. Ou seja, era uma das poucas pessoas que conseguia aproveitar o melhor dos dois mundos.
Depois do 12º foi para a universidade, e passado um ano desta, saiu de casa, o que lhe custou a fazer pois isso implicava separar-se da sua mãe, perder um pouco de si próprio. O que não era pouco na verdade. Viveu ora com amigos ora com namorados, mas nunca abdicou dos seus momentos com a mãe. Aos 26 anos a mão morreu.
Ela viu o seu mundo ruir, e sem saber o que fazer decidiu voltar ao seu método antigo. A árvore.

Bah já é um avanço!

Cinema #2

Estou a tentar desenvolver o meu projecto de ficção. Mas não o consigo escrever. Mas também como o stor diz: "First draft of everything is shit!" Em relação ao projecto documental é bom saber que tenho liberdade total, mas outra vez, falta-me a camêra. Vou ter que pedir emprestado!

Cinema #1

Tenho medo. Tenho medo de falhar. E se tudo correr mal? Ficar com um trabalho horrível do qual não me orgulhe? Meti-me entre a espada e a parede. Agora só me tento mentalizar que isso é um falso dilema. Há sempre outra alternativa! (mudar de projecto?)