A semana começou muito bem. Domingo (que é o primeiro dia da semana), começou com um novo telemóvel encontrado na baixa. Fiquei mesmo contente, especialmente a epic face do miudo! A seguir talvez o melhor concerto a que ja fui, o grande senhor, LEGENDARY TIGER MAN! Começou com a primeira parte de uma cantora anos 20, que mostrava muito sinais de estar nervosa. Como é natural naquele palco. Legendary Tiger Man entra para começar logo a arrasar com o sexy video de Asia Argento. Adorei a sua performance, todos os convidados [Dead Combo + Claudia Efe + Lisa Kekaula + Rita Redshoes + Jim Diamond + Mick Collins + DJ Ride + DJ Nell Assassin + WrayGunn], e apesar de ser a "banda" que conheço menos de todos os concertos a que já fui, adorei. Ele foi super imprevisivel e deu um espectáculo fantástico.
( E aquela rapariga às bolinhas *.* )
E porque nem tudo o que começa bem, acaba bem, o dia de hoje foi um desastre. Começou com um aviso à ultima da hora que me mudou por completo os planos, umas chamadas depois e encontrei um substituto, a minha tia, que mal preparada, como é normal, foi para as filmagens. Depois de um almoço à pressa, chegamos ao parque com 30min de atraso. De 30 passou a 60, e depois 10 takes para um plano. O riso interrompia o trabalho (negativamente). Depois de uns planos à pressa, voltamos para a escola e agora espero que quinta corra (mesmo muito) melhor. Uma coisa é certa, amanhã vou falar com a minha assistente de realização e a minha tia. Com isto tudo não tenho tempo para estudar ISA, cujo teste é na sexta.
Estou a atrofiar por completo!!!
Só resta perguntar, e agora?
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Gosto por Palavrões!
Gosto muito de palavrões como gosto de palavrinhas e palavras em geral. Acho-os indispensáveis a quem tenha necessidade de escrever ou falar, mas como sou moralista, tenho uma teoria: quando se usam palavrões sem ser com o sentido concreto que têm, é como se os estivéssemos a desinfectar, torná-los decentes, a recuperá-los para o convívio familiar. Quando um palavrão é usado literalmente, é repugnante! Dizer que "a sanita está entupida de merda", ou, "tenho uma verruga na ponta do caralho", é inadmissível! No entanto, dizer que "um filme é uma merda" ou "comprar uma casa em Massamá não lembra nem ao caralho", não mete nojo a ninguém.
Cada vez que um palavrão é utilizado fora do seu contexto e significado, é como se fosse reabilitado. Dar nova vida aos palavrões, libertando-os dos contextos estritamente sexuais ou orgânicos que os sufocam, é simplesmente um exercício de libertação.
Quando uma esferográfica pode ser puta, não escreve!, desagrava-se a mulher que se prostitui. Quando um exame de direito administrativo é "fodido", há alguém, algures, deitado numa cama que se escusa de se foder.
Em Portugal, é muito raro usarem-se os palavrões literalmente. Entre amigos, a exortação "não sejas cona", significando, "despacha-te! não percas tempo a decidir", nada tem a ver com a cona em si, palavra bastante feia que se evita a todo o custo nas conversas do dia a dia. Ao separar os palavrões dos seus significados, libertam-se. O verbo foder, por exemplo. Fora da cama mal quase nunca se usa para dizer fornicar. Quando se conta uma aventura e, caso se queira ser ordinário, diz-se, "fiz" ou "papei" ou "comi". Realmente, "foder", significa prejudicar, estragar ou fazer mal. Quando o Sr. Marques da contabilidade, diz que fodeu o Sr. Sousa no contencioso, refere-se apenas a um acerto de contas entre eles.
Somente gosto do sentido, "é fodido", quando tem o "sentido triste sorte a minha". Por exemplo, se não se acerta no Euromilhões por um único número, ou se vê que alguém nos passa à frente numa promoção só porque conhece o patrão diz-se, "é fodido". Qual é o sujeito? Deveria ser a vida, mas nesse caso dir-se-ia, "é fodido". Na minha opinião, a frase subentendida é algo como, "é fodido um gajo andar para aqui a tentar safar-se e ver que não tem sorte nenhuma". Do mesmo modo, quando dizemos "foda-se", é raro a entidade que nos provocou a imprecação seja passível de ser sexualmente assaltada. Quando nos queimamos no ferro de engomar, ou quando temos visitas em casa e se acaba o whisky, não existe, ao dizer-se tranquilamente "foda-se", qualquer intenção em mandar fornicar o ferro ou a garrafa.
Quando o verbo é utilizado com o sentido que tem, eu acho indelicado e grosseiro. Até porque fornicar ou ser fornicado, não são coisas assim tão más como isso. Sendo aceite que o sexo é divertido, não se percebe como é que "vai te foder" exprime um desejo antipático. Eu acho muito mais ofensivo "vai pentear macacos" ou "vai dar uma volta ao bilhar grande".
Os palavrões supostamente menos pesados, como "chiça" e "porra", escandalizam. São violentos. E, quando um pai, ao não conseguir montar um avião da Lego ao filho pode suspirar, após três quarto de hora, "ai o caralho!", sem que daí venha grande mal à família. Um "chiça", sibilino e cheio, pode instalar o terror. Quando o mesmo pai recém chegado do Ikea ou do Aki, perde uma peça para a armação do estendal de roupa e se põe, de rabo para o ar, a perguntar "onde é que se meteu a puta da porca...?", está a dignificar tanto as putas como as porcas, como as que acumulam as duas qualidades.
Se há palavras realmente repugnantes, são as decentes como "vagina", "prepúcio", "glande", "vulva" e "escroto". São palavrões precisamente porque são demasiadamente inequívocos... para dizer que uma localidade fica fora de mão, não se pode dizer que "fica na vagina da mãe" ou "no ânus de Judas". Todas as palavras eruditas soam mais porcas que as populares e dão menos jeito! Quem é que se atreve a propor expressões latinas como "fellatio" e "cunnilingus"? Tira a vontade a qualquer um! Da mesma maneira, "masturbação" é pesado e maçudo, prestando-se pouco ao diálogo, enquanto o equivalente popular punheta, com a ressonância inocente que tem, de um treta que se faz com o punho, é agradavelmente infantil.
O sexo, como a vida, deveria ser o mais simples e amigável possível. Misturar as duas coisas através dos palavrões, parece-me muito saudável. Deixá-los fechados debaixo dos lençóis e atrás das portas, é condená-los a uma existência bafienta que não merecem. Porque é que uma prostituta não há de poder dizer, "puta de vida!", sem se ofender a si mesma?
Os palavrões são palavras multifacetadas, muito mais prestáveis e jeitosas do que parecem. É preciso usá-los para que não se tornem obscenos e propagá-los para que deixem de ser chocantes. É pior falar mau português do que falar mal em bom português!
Quem anda para ai a foder a língua, não são os que dizem "foda-se" de vez em quando, são os que dizem, "acabou de terminar" e eventualmente estão assegurados. Senão utilizarmos os palavrões livre e inocentemente, eles tornar-se-ão meras obscenidades e, para obscenidade, já basta a vida em si.
baseado no texto original, "Gosto de Palavrões" de Miguel Esteves Cardoso
Cada vez que um palavrão é utilizado fora do seu contexto e significado, é como se fosse reabilitado. Dar nova vida aos palavrões, libertando-os dos contextos estritamente sexuais ou orgânicos que os sufocam, é simplesmente um exercício de libertação.
Quando uma esferográfica pode ser puta, não escreve!, desagrava-se a mulher que se prostitui. Quando um exame de direito administrativo é "fodido", há alguém, algures, deitado numa cama que se escusa de se foder.
Em Portugal, é muito raro usarem-se os palavrões literalmente. Entre amigos, a exortação "não sejas cona", significando, "despacha-te! não percas tempo a decidir", nada tem a ver com a cona em si, palavra bastante feia que se evita a todo o custo nas conversas do dia a dia. Ao separar os palavrões dos seus significados, libertam-se. O verbo foder, por exemplo. Fora da cama mal quase nunca se usa para dizer fornicar. Quando se conta uma aventura e, caso se queira ser ordinário, diz-se, "fiz" ou "papei" ou "comi". Realmente, "foder", significa prejudicar, estragar ou fazer mal. Quando o Sr. Marques da contabilidade, diz que fodeu o Sr. Sousa no contencioso, refere-se apenas a um acerto de contas entre eles.
Somente gosto do sentido, "é fodido", quando tem o "sentido triste sorte a minha". Por exemplo, se não se acerta no Euromilhões por um único número, ou se vê que alguém nos passa à frente numa promoção só porque conhece o patrão diz-se, "é fodido". Qual é o sujeito? Deveria ser a vida, mas nesse caso dir-se-ia, "é fodido". Na minha opinião, a frase subentendida é algo como, "é fodido um gajo andar para aqui a tentar safar-se e ver que não tem sorte nenhuma". Do mesmo modo, quando dizemos "foda-se", é raro a entidade que nos provocou a imprecação seja passível de ser sexualmente assaltada. Quando nos queimamos no ferro de engomar, ou quando temos visitas em casa e se acaba o whisky, não existe, ao dizer-se tranquilamente "foda-se", qualquer intenção em mandar fornicar o ferro ou a garrafa.
Quando o verbo é utilizado com o sentido que tem, eu acho indelicado e grosseiro. Até porque fornicar ou ser fornicado, não são coisas assim tão más como isso. Sendo aceite que o sexo é divertido, não se percebe como é que "vai te foder" exprime um desejo antipático. Eu acho muito mais ofensivo "vai pentear macacos" ou "vai dar uma volta ao bilhar grande".
Os palavrões supostamente menos pesados, como "chiça" e "porra", escandalizam. São violentos. E, quando um pai, ao não conseguir montar um avião da Lego ao filho pode suspirar, após três quarto de hora, "ai o caralho!", sem que daí venha grande mal à família. Um "chiça", sibilino e cheio, pode instalar o terror. Quando o mesmo pai recém chegado do Ikea ou do Aki, perde uma peça para a armação do estendal de roupa e se põe, de rabo para o ar, a perguntar "onde é que se meteu a puta da porca...?", está a dignificar tanto as putas como as porcas, como as que acumulam as duas qualidades.
Se há palavras realmente repugnantes, são as decentes como "vagina", "prepúcio", "glande", "vulva" e "escroto". São palavrões precisamente porque são demasiadamente inequívocos... para dizer que uma localidade fica fora de mão, não se pode dizer que "fica na vagina da mãe" ou "no ânus de Judas". Todas as palavras eruditas soam mais porcas que as populares e dão menos jeito! Quem é que se atreve a propor expressões latinas como "fellatio" e "cunnilingus"? Tira a vontade a qualquer um! Da mesma maneira, "masturbação" é pesado e maçudo, prestando-se pouco ao diálogo, enquanto o equivalente popular punheta, com a ressonância inocente que tem, de um treta que se faz com o punho, é agradavelmente infantil.
O sexo, como a vida, deveria ser o mais simples e amigável possível. Misturar as duas coisas através dos palavrões, parece-me muito saudável. Deixá-los fechados debaixo dos lençóis e atrás das portas, é condená-los a uma existência bafienta que não merecem. Porque é que uma prostituta não há de poder dizer, "puta de vida!", sem se ofender a si mesma?
Os palavrões são palavras multifacetadas, muito mais prestáveis e jeitosas do que parecem. É preciso usá-los para que não se tornem obscenos e propagá-los para que deixem de ser chocantes. É pior falar mau português do que falar mal em bom português!
Quem anda para ai a foder a língua, não são os que dizem "foda-se" de vez em quando, são os que dizem, "acabou de terminar" e eventualmente estão assegurados. Senão utilizarmos os palavrões livre e inocentemente, eles tornar-se-ão meras obscenidades e, para obscenidade, já basta a vida em si.
baseado no texto original, "Gosto de Palavrões" de Miguel Esteves Cardoso
(Não sei porque me lembrei disto agora)
Outra vez não!
Chego a casa bem-disposto, a tarde tinha sido boa, a conversa ainda melhor e ideias de mudança ecoavam dentro de mim. Abro a porta e ouço a música vinda da sala, dirijo-me à cozinha e encontro-a a cozinhar enquanto chorava. Nesse momento pensei que teria sido mais uma discussão, mas algo dentro de mim temeu, adivinhou algo pior. Pergunto o que foi e depois de um momento silencioso as palavras que saem com esforço são: Acho que acabou. Fiquei em choque, tudo me subiu à cabeça, sentimentos de culpa, tristeza, perplexidade. Fui para o quarto, agora era eu que chorava. Já tinha previsto isto acontecer, mas naquele momento tudo me desabou em cima de uma forma inesperada. Senti-me culpado. Ela chega e senta-se ao meu lado. Diz-me que precisa da minha ajuda. Tudo o que eu consigo pronunciar é porquê. Fico parado.
Não sei o que aconteceu, mas o que me preocupa agora é o que vai acontecer.
Não sei nada, nada..
Não sei o que aconteceu, mas o que me preocupa agora é o que vai acontecer.
Não sei nada, nada..
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Acorda!
Não consigo acordar, não consigo descansar, ando sempre com sono. Desde que as aulas recomeçaram que nunca acordo a horas. Tenho sempre sono! Hoje acordei tão tarde que nem sequer fui às aulas. A minha mãe vai-me matar...
Ando sem paciência para nada,sonolento, desesperado. Tenho que começar a acordar, e não só de manhã, mas para a vida. Estou a voltar a ter ideias estúpidas, a criar uma realidade que não existe, outra vez, pensei que já me tinha parado...
E o melhor de tudo, o meu teclado deixou de funcionar, tenho que usar o teclado no ecrã.
Estou-me a passar!!
Ando sem paciência para nada,sonolento, desesperado. Tenho que começar a acordar, e não só de manhã, mas para a vida. Estou a voltar a ter ideias estúpidas, a criar uma realidade que não existe, outra vez, pensei que já me tinha parado...
E o melhor de tudo, o meu teclado deixou de funcionar, tenho que usar o teclado no ecrã.
Estou-me a passar!!
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Cinema #6
Finalmente depois de muito trabalho já tenho tudo pronto para gravar.
Bem... quase.
Mas a equipa para cada um já foi decidida e tenho a dizer que tive imensa sorte. Ainda bem que fiquei com ela como assistente de realização!
Estou um bocado nervoso em relação a gravar, tenho medo que corra tudo mal. Hoje sonhei com isso, e no sonho não correu nada bem xD
Espero que aconteça o contrário.
Já agora, qual o filme com que mais se identificam?
Bem... quase.
Mas a equipa para cada um já foi decidida e tenho a dizer que tive imensa sorte. Ainda bem que fiquei com ela como assistente de realização!
Estou um bocado nervoso em relação a gravar, tenho medo que corra tudo mal. Hoje sonhei com isso, e no sonho não correu nada bem xD
Espero que aconteça o contrário.
Já agora, qual o filme com que mais se identificam?
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
EMAE
Propus-me a fazer um ensaio em que reflectisse as semelhanças entre a minha mãe e a EMEl. Recentemente a minha mãe adoptou uma nova medida em que por paca asneira que fizesse ela me retirava 0,50 euros da minha semanada.
Como vivemos numa sociedade capitalista e já não se usa o método de "dá-me a tua cabra pela minha galinha", a solução à crise é ganhar mais dinheiro, objecto em que tudo gira em redor. A EMEL por cada infracção que um condutor faça nos seus parques de estacionamento, aplica uma multa. Isto tem 2 consequências directas, ajuda a enriquecer a empresa, e que esta sobreviva à crise, e ajuda ao condutor perceber que não pode repetir. E bem sabemos que a EMEL precisa de dinheiro pois tem pouco. A minha mãe, inspirada de certeza por esta grande empresa, com este novo método está a castigar-me na mesma, que bem preciso, e a poupar nestes tempos de crise. E com uma média de 3 asneiras por semana, poupa mais de 72 euros no mínimo. Já é muito dinheiro. É por isto que dou o meu aprovamento à minha mãe e até vou começar a portar-me pior. Afinal em tempos de crise, tudo deve ser feito para ajudar. Agora só tenho 2 duvidas. Será que o IVA vai entrar neste castigo passando assim de 0,50 euros para 0,62??? (Espero que sim). E mãe porque não foste para economia?
Como vivemos numa sociedade capitalista e já não se usa o método de "dá-me a tua cabra pela minha galinha", a solução à crise é ganhar mais dinheiro, objecto em que tudo gira em redor. A EMEL por cada infracção que um condutor faça nos seus parques de estacionamento, aplica uma multa. Isto tem 2 consequências directas, ajuda a enriquecer a empresa, e que esta sobreviva à crise, e ajuda ao condutor perceber que não pode repetir. E bem sabemos que a EMEL precisa de dinheiro pois tem pouco. A minha mãe, inspirada de certeza por esta grande empresa, com este novo método está a castigar-me na mesma, que bem preciso, e a poupar nestes tempos de crise. E com uma média de 3 asneiras por semana, poupa mais de 72 euros no mínimo. Já é muito dinheiro. É por isto que dou o meu aprovamento à minha mãe e até vou começar a portar-me pior. Afinal em tempos de crise, tudo deve ser feito para ajudar. Agora só tenho 2 duvidas. Será que o IVA vai entrar neste castigo passando assim de 0,50 euros para 0,62??? (Espero que sim). E mãe porque não foste para economia?
sábado, 1 de janeiro de 2011
Novo ano
Este ano correu bem. Muito bem. Finalmente estou no curso que quero.
Este ano tive direito a uma namorada, uma tampa, duas festas de anos,. Adorei as minhas festas de anos, finalmente começo a separar-me de Viseu, mas de um método fantástico. Adoro estar em Lisboa com os meus novos amigos, adorei a minha festa de anos com eles, mas ao mesmo tempo não me separei dos amigos de Viseu. Quando cá estou com eles, adoro cada momento. Só é pena às vezes sentir falta de algo, será do pessoal de Lisboa? Sinto que o ano que vem vai ser ainda melhor. Espero bem que sim.



VS
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